quarta-feira, 27 de julho de 2011

No way... Get Real

Hoje entendo o pessoal que volta para o Brasil-il-il por saudade da família e dos amigos.
No meu caso não voltaria, pois tenho uma responsabilidade com minha esposa e filho e acho que a vida é bem melhor para nós aqui.
Mas, entendo.
Entendo melhor ainda, quando temos visita de amigos e parentes por aqui.

Não sei que tipos de amigos que você, leitor, tem.
Você pode ser do tipo que teve amigos na escola, depois outros diferentes na faculdade, e depois outros diferentes no trabalho.
Talvez você seja do tipo que é gente boa pra caramba, se dá bem com todo mundo, mas não tem aquela ligação extra de amizade com alguém.

Eu sou do tipo que teve poucos amigos, mas eles me acompanharam por toda uma vida. Os caras viram desde o meu primeiro beijo num magrela horrível em um carnaval no Icaraí até o nascimento do meu filho. E tem muita risada e choro entre esses eventos.
A ligação é tão forte que chega a ser hereditária. Afinal só isso explicaria como é possível estabelecer uma relação de confiança tão forte como aconteceu entre eu e a Lalá, e o Inácio e o Levi, ano passado quando eles estiveram aqui.
Eu sou do tipo que tenho amigos que mesmo quando passo anos sem ver, conseguimos retomar uma conversa como se estívessmos nos encontrado durante todos esses anos.
Isso aconteceu agora, com a vinda do Ezer, que conheci quando tinha uns 7 anos ainda na primeira série. Há 9 anos morando nos USA, o cara vem e desde o primeiro momento, é como se o tempo tivesse parado. E lá estamos nós com 15 anos de novo, inclusive com as mesmas brincadeiras. Nem a esposa americana dele, a Angela, escapou. Só mesmo gostando muito de animal pra ficar casada com ele.

Entendo quem vai por saudades. Essas pessoas fazem parte da história da sua vida, e ao deixá-los para trás, é como se você estivesse deixando parte da sua identidade. Aquelas pessoas continuam seguindo suas vidas e vocâ sua, e as histórias que eram praticamente uma só, passam a não se cruzar mais.

Pelo menos até a próxima visita, quando esquecemos tudo isso, e voltamos a conviver, como se o Canadá, fosse na esquina, e como se nunca tivéssemos nos separado. Porque no fim das contas, talvez realmente ainda estejamos todos juntos.

Sobre o título do post, foi mal, mas é uma internal joke.

Esse post serve como homenagem às nossas famílias, aos mosqueteiros(JP, Chaminé, Zé) e a galera da "Escola da Vida" e da "Escola que ajuda o aluno a estudar".

;)

10 comentários:

Alexei disse...

Pois é. Tem dois grupos de pessoas que voltam para o Brasil. Os que voltam nos primeiros meses e os que voltam depois do terceiro ano. É o segundo caso que acho mais cruel. Conheces o site do desimigrante? Ele voltou e descobriu que também não resolve o problema de estar dividido.

raquel disse...

Pois é... Eu tenho é medo desse sentimento chamado saudade. Ainda somos carne nova no pedaço, tudo é novidade, cada dia um desafio. A saudade meeeesmo desse tipo ai que você está falando ainda não bateu. O que eu já começo a sentir é uma especie de nostalgia, uma "saudade saudável, boa, amena. Ainda não dói, mas eu sei que vai chegar o dia que vai doer e é isso que eu tenho um pouco de medo. Só um pouco. Porque se tivesse muito nem aqui eu estaria, não é verdade?
Btw, adoro seus posts kk! Adoro seu jeito leve, as vezes ácido, mas sempre bem humorado de escrever. Valeu! bjo nos 3
Raquel

Karlson disse...

Meu amigo,

O motivo da volta é diverso, apesar das pessoas usarem mais a desculpa da saudade. Claro que muita gente vai por saudade, e isso é claro.

Muita gente volta porque a expectativa é gigante, e como bem sabemos o começo de vida em outro país não é tão fácil como muitos acham.

É evidente que persistindo, a tendencia é evoluir e no futuro ficar bem, mas nem todo mundo tem a mesma paciência que eu tive de esperar 8 meses pelo emprego na área. Claro que alguns se adaptam mais fácil que outros.

Quando se soma a saudade, com o recomeço, é difícil não olhar para trás!

Apenas para esclarecer, estou falando de maneira ampla e não é direcionado a ninguém. Isso não se aplica a todas as pessoas e cada um tem seu motivo para voltar.

Carlos ( KK ) disse...

Só pra deixar claro... Eu não quero voltar nem a pau!

Mari disse...

A saudade é gigante mas só de vê no rostinhos de vcs três a felicidade...isso me conforta um tiquim.
Bjim

Lupatinadora disse...

Oi KK,

Sei bem do que você está falando mas nesse caso a mudança pro Canadá ajudou: fiz intercâmbio nos EUA e morei bem pertinho de Toronto (na verdade, mais perto impossível, pois morei na última cidade dos States antes do Canadá, do lado de Niagara). Enfim, fiz amigas nesse intercâmbio do tipo que não importa o tempo que ficamos longe a conversa sempre recomeça como se tivessemos nos visto ontem.

Com a mudança pra cá já revi 3 dessas amigas e vou ao casamento de uma 4a agora em setembro.

Quanto ao Brasil, meu marido voltou de lá agora deprimido. Sinto falta da comida (principalmente de achar coxinha em todo lugar e essas porcarias, mas nada impossível), da família (ou melhor, da convivência mais próxima da família, das festas de aniversário, pois de resto minha família toda é super internetada e acompanhamos as novidades pela net mesmo, já que cada um mora em um canto) e sinto falta das amigas, dos almoços, dos happy hours.

Mas, como não se pode ter tudo, fico por aqui mesmo que tá bom demais!

batfilho disse...

Fala, Fuleragem!!
Eu não sei onde postar para te desejar os parabéns!! Orkut tu não usa mais e aqui, eu não sei onde deixar as minhas felicitações por esse dia, onde infelizmente tu vieste ao mundo, hehehehehhe brincadeira!!
Cara, muitas felicidades, paz, saúde e sucesso nessa sua caminhada por esse Canadá!!
Torço e espero que sua família esteja bem e que tudo mais esteja dentro dos conforme!! ;)
Quando vieres aqui em Fortal, avisa pra gente bater um papo ou jogar aquele futebol-arte! hehehe
Abração e fica com Deus, Cacá

Soraya Wallau disse...

Oi Kaká, você falou tudo, a gente voltou po saudade, saudade até do que não aconteceu, mas do que podia acontecer sem a gente estar aqui. hahaha.
Sabe, mas agora que a gente voltou a gente percebeu que o ser humano é movido por saudade, porque agora fazemos planos de um dia, quando as coisas daqui cansarem e a saudade passar, de voltar pra matar a saudade do povo daí, e aí a gente nunca mais tem paz, mas tem um monte de história e amigo pra vida toda.
Obigada por fazerem parte da nossa vida e por terem plantado a sementinha da saudade no nosso coração. Amamos vcs.
Bjo grande!!!

Pat disse...

Oi KK!! Oi Lidy!!

Será que vcs podem me dar algumas dicas de passeios e compras em Calgary?

Enquanto não chega meu visto (tá bem demoradinho o processo federal :P), vou pra Calgary pra uma conferência e gostaria de dicas de onde visitar por aí!

Por enquanto só tenho confirmado um dia a noite de drinks and dinner e passeio no Heritage Park, mas vou ficar por aí da tarde do dia 11/09 até a manhã do dia 17/09, sendo só dois dias de conferência (14 e 15/09), o resto vou poder aproveitar pra conhecer a cidade.

Talvez aproveite o dia 16 pra fazer um passeio até a região de Banff...

Bom, qq dica é bem vinda. Como pretendo imigrar pra Montreal não conheço muito Calgary =)

Bjs,
Paty

http://patedu.blogspot.com/

Alesson Ferreira disse...

Post muito bacana.

Tudo de bom pra vocês.