Hoje entendo o pessoal que volta para o Brasil-il-il por saudade da família e dos amigos.
No meu caso não voltaria, pois tenho uma responsabilidade com minha esposa e filho e acho que a vida é bem melhor para nós aqui.
Mas, entendo.
Entendo melhor ainda, quando temos visita de amigos e parentes por aqui.
Não sei que tipos de amigos que você, leitor, tem.
Você pode ser do tipo que teve amigos na escola, depois outros diferentes na faculdade, e depois outros diferentes no trabalho.
Talvez você seja do tipo que é gente boa pra caramba, se dá bem com todo mundo, mas não tem aquela ligação extra de amizade com alguém.
Eu sou do tipo que teve poucos amigos, mas eles me acompanharam por toda uma vida. Os caras viram desde o meu primeiro beijo num magrela horrível em um carnaval no Icaraí até o nascimento do meu filho. E tem muita risada e choro entre esses eventos.
A ligação é tão forte que chega a ser hereditária. Afinal só isso explicaria como é possível estabelecer uma relação de confiança tão forte como aconteceu entre eu e a Lalá, e o Inácio e o Levi, ano passado quando eles estiveram aqui.
Eu sou do tipo que tenho amigos que mesmo quando passo anos sem ver, conseguimos retomar uma conversa como se estívessmos nos encontrado durante todos esses anos.
Isso aconteceu agora, com a vinda do Ezer, que conheci quando tinha uns 7 anos ainda na primeira série. Há 9 anos morando nos USA, o cara vem e desde o primeiro momento, é como se o tempo tivesse parado. E lá estamos nós com 15 anos de novo, inclusive com as mesmas brincadeiras. Nem a esposa americana dele, a Angela, escapou. Só mesmo gostando muito de animal pra ficar casada com ele.
Entendo quem vai por saudades. Essas pessoas fazem parte da história da sua vida, e ao deixá-los para trás, é como se você estivesse deixando parte da sua identidade. Aquelas pessoas continuam seguindo suas vidas e vocâ sua, e as histórias que eram praticamente uma só, passam a não se cruzar mais.
Pelo menos até a próxima visita, quando esquecemos tudo isso, e voltamos a conviver, como se o Canadá, fosse na esquina, e como se nunca tivéssemos nos separado. Porque no fim das contas, talvez realmente ainda estejamos todos juntos.
Sobre o título do post, foi mal, mas é uma internal joke.
Esse post serve como homenagem às nossas famílias, aos mosqueteiros(JP, Chaminé, Zé) e a galera da "Escola da Vida" e da "Escola que ajuda o aluno a estudar".
;)
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